DS & G Consultoria

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29/1/09

O mercado da moda

Pouca gente percebe ou tem a sensibilidade para observar o mercado da moda como um grande empregador e gerador de renda. A grande maioria o vê como o mercado da futilidade ou de quem não quer pegar forte no batente.

Mas mesmo essas pessoas, se observarem com calma, perceberão que é um dos mercados mais estáveis economicamente falando e um dos mais promissores para se investir.

Já vimos em post’s anteriores empresas do ramo da construção civil, empresas alimentícias, do ramo de varejo e ainda não foi postado aqui, mas muitos sabem do estado financeiro das grandes: Ford, GM e Chrysler.

Mas e as gigantes do mundo fashion?! Até agora só a Bill Blass fechou as portas e a crise auxiliou, porém não foi o fator determinante e a Chanel anunicou que demitirá 200 funcionários, que beira 10% dos funcionários. Considerável? Nem tanto quanto os da indústria automobilística.

O mercado da moda parece superar as expectativas e se manter firme diante da crise, monstrando uma estabilidade invejável.

Vamos fazer um comparativo dos números de 2005 e de 2007:

2005 -

- Emprega 1,5 milhões de pessoas em indústrias metalúrgicas, químicas e de calçados;
- 8° maior produtor mundial de tecidos;
- Em 2005 o Brasil exportou US$ 2.2 bilhões, enquanto que o comércio mundial (importações e exportações) foi de US$ 450 bilhões.

2007 -

- Trabalhadores: 1,65 milhão de empregados, dos quais 75% são
mão-de-obra feminina;
- 6º maior produtor têxtil do mundo;
- Exportou aproximadamente US$ 2,4 bilhões.

O que podemos perceber neste comparativo, com dados da ABIT, que é um instituto série de pesquisas economicas no setor têxtil, vemos que há uma crescente no mercado, com aumento de mais de 150 mil empregos, saltando 2 posições como produtor e aumentando mais de 200 mil dolares em exportações. Isso porque o mercado da moda brasileira é considerado amador e primitivo e só agora está começando a se profissionalizar agora com cursos técnicos, superiores, cursos de pós-graduações e MBA’s na área de moda, estilismo e gestão da moda. Com isso, tende-se a entrar em uma crescente maior ainda, aumentando emprego, gerando renda e auxiliando no crescimento economico do Brasil, pois a profissionalização sempre traz benefícios.

Abaixo mais alguns números da moda no Brasil para que você, caro leitor, perceba o quão grande e importante é este mercado:

Dados Gerais do Setor (2007) - ABIT

- Faturamento estimado da Cadeia Têxtil e de Confecção: US$ 34,6 bilhões (crescimento de 4,85% em relação a 2006, quando registrou US$ 33 bilhões);
- Exportações: US$ 2,4 bilhões;
- Importações: US$ 3,0 bilhões, principalmente chinesas;
- Trabalhadores: 1,65 milhão de empregados, dos quais 75% são
mão-de-obra feminina;
- 2º. maior empregador da indústria de transformação;
- 2º. Maior gerador do primeiro emprego;
- Número de empresas: 30 mil;
- Sexto maior produtor têxtil do mundo;
- Segundo maior produtor de denim do mundo;
- Representa 17,5% do PIB da Indústria de Transformação e cerca de
3,5% do PIB (total brasileiro).

Só por ser o segundo maior empregador brasileiro já demonstra a importância do setor. E pelo crescimento do mercado, será um ótimo segmento para se investir. Vamos ficar mais atentos neste setor da economia brasileira e mais para frente falamos mais a respeito!

Até mais e sucesso!

Daniel Scombati
Sócio Consultor DS&G Consultoria Empresarial

criado por scombati    13:14 — Arquivado em: Administração — Tags:, , , , , ,

15/1/09

Carreira Executiva: Escolha suas palavras com cuidados.

“Nos lábios do prudente, se acha sabedoria….

Mas a boca do estúpido é uma ruína iminente.”

 Provérbios de Salomão

 

Nos últimos anos, muito se tem falado e escrito sobre a pressão e o exacerbado nível de estresse a que estão submetidos os profissionais no ambiente interno das organizações.

 

Essa realidade macabra e geradora de prejuízos anunciados, inclusive da imolação de vidas humanas, foi descrita por um presidente de empresa nos seguintes termos: “Presidente tem a morte anunciada. Sabe que vai morrer, que o preço é alto e a pressão intensa. Em alguns casos, mesmo antes de começar, já sabe quando e como morrerá, resta só definir quanto receberá por isso”. (Revista HSM Management, número 66, Ano 12, volume 6, janeiro e fevereiro de 2008, pág. 27).

As causas geradoras dessa realidade são conhecidas de todos: pressão por resultados a curtíssimo espaço de tempo – “a tirania do trimestre”; intensidade e elevado nível de competição, interna e externa; necessidade premente por redução nos custos de produção e de serviços; medo da perda do emprego e das incertezas que geralmente acompanham os demitidos e seus familiares; ausência de estímulos e de novos desafios aos colaboradores que criam um estado de apatia, complacência e indiferença em relação aos negócios e ao avanço da própria carreira – falta de perspectiva futura e sentimento de um vazio existencial; e o florescimento do “Executivo Safado”, na descrição de Leonard R. Sayles e Cynthia J. Smith em “The Rise of the Rogue Executive – How good companies go bad and how to stop the destruction”.

Todas essas causas são reais, visíveis e inquestionáveis. É sabido que milhares de profissionais as vivenciam diariamente em seus postos de trabalho, até mesmo naquelas empresas consideradas “As melhores empresas para se trabalhar”.

Entretanto, existe outra causa na qual a gravidade e o impacto sobre os profissionais são muito mais odientos e devastadores – a utilização da linguagem de esgoto e de assédio moral. Elas minam a autoconfiança dos indivíduos, destroem o amor próprio das equipes, esgarçam a moral interna das organizações, apodrecem e corrompem os bons costumes internos, azedam as relações humanas, empobrecem os exemplos de dignidade dos superiores e fortalecem o uso da linguagem de prostíbulos de terceira categoria na condução dos negócios e na gestão das pessoas.

Vejamos dois exemplos, ambos colhidos, de empresas de prestígio nacional e internacional:

                                                                                                       

Primeiro – Executivo reúne subordinados de suas filiais para áudio-conferência. Durante longa exposição, ele se utiliza de um linguajar chulo e desmoralizante, a fim de criticar seus subordinados. A certa altura de sua apresentação, ele brada uma de suas “pérolas” de cabaré:  “P… que tem medo de p… grande não fica na avenida”.

 

Segundo – Leander Kahney em seu livro, “Inside Steve’s Brain” (2008), relata a experiência vivida por um profissional senior de RH da Sun ao participar de processo seletivo na Apple (EUA) – mais de dez semanas de entrevistas com os executivos seniors da Apple antes de se reunir com Steve Jobs, o gênio da computação.

 

Segundo a própria executiva, Steve Jobs a colocou sob crítica imediatamente: “Ele me disse que meu CV não era adequado à posição. A Sun é um bom lugar, disse ele, mas a Sun não é a Apple. Disse que teria me eliminado de cara como candidata”.

A seguir, perguntou-lhe se tinha alguma pergunta e ela o inquiriu sobre a estratégia da empresa. Job desprezou a pergunta: “Só revelamos nossa estratégia quando necessário”. A executiva, perplexa com sua atitude, indagou: “Por que sua empresa deseja contratar uma profissional de RH”? Ao que Steve Jobs respondeu: “Grande erro. Jamais conheci um de vocês que não fosse um cretino. Jamais conheci uma pessoa de RH que tivesse algo além da mentalidade medíocre”. Então atendeu a uma ligação telefônica e a mulher saiu arrasada.

 

 

Meu caro leitor, não importa as circunstâncias, executivos em poder de mando ou que aspiram avançar a postos mais elevados nas corporações, necessitam cuidar com meticulosa atenção sobre o tipo de linguajar de que se valem em seu dia-a-dia de trabalho. Eles precisam se tornar mais cônscios e sensíveis às palavras que dizem.

Afinal, nada justifica o uso da linguagem de esgoto e o assédio moral. Esses contribuem apenas para a proliferação de profissionais “paranóicos” e “mentalmente doentes”, travestidos de executivos bem-sucedidos nas organizações. É mister reeducá-los, curá-los por meio de “executive coaching” ou afastá-los para o bem das empresas a que servem. Reconheço que esse tipo de executivo é o mais difícil de ser afastado das organizações, como apropriadamente observou Jack Welch, ex-Chief Executive Officer da General Electric. Esse tipo de executivo, mesmo que não seja a expressão mais legítima dos valores de uma organização – como integridade, liderança autêntica, comunicação eficaz e irrepreensível, talento social, entre outros – dá “resultados”.

O que não se discute é a que custo humano esses resultados foram obtidos. Em época de escassez de talento humano não seria esse o momento das empresas prestarem mais atenção ao comportamento desses profissionais desajustados, a fim de preservarem seus valores e a saúde da ampla maioria de seus colaboradores? 

Sabemos por estudo, pesquisa e experiência que a tarefa mais importante de um executivo é a de não desmoralizar ou desperdiçar o talento humano, qualquer que seja a sua forma, sob o risco de destruir toda uma organização.

Aqui, deveríamos atentar para a sabedoria milenar judáica, expressa em inúmeros de seus aforismos: “Afasta de ti a perversidade dos lábios”; “A boca do néscio é uma ruína iminente”; “O que guarda a boca conserva a sua alma”; “A língua do sábio adorna o conhecimento”; “A língua serena é árvore de vida”; “A língua dos sábios derrama conhecimento”, entre dezenas de outros.

O comportamento de Paul Anderson, Chairman da Spectra Energy, serve de inspiração àqueles que ambicionam carreira profissional de sucesso e que se esmeram em cuidar de cada palavra que pronunciam. Portanto, reflitamos sobre seus aprendizados:

 

  • Eu aprendi ao longo de minha carreira que tinha de cuidar de cada palavra que pronunciava, à medida que avançava a posições mais elevadas na hierarquia corporativa, porque as minhas palavras tinham mais peso do que eu verdadeiramente pensava.

 

  • Eu aprendi ao longo de minhas experiências que tinha de olhar cuidadosamente para o tipo de humor e hipérboles que usava, porque o que muitas vezes considerava ser um comentário profundo podia ser assumido literalmente pelos subordinados. Portanto, evite a todo custo, hipérboles do tipo: “Nós vamos liquidá-los totalmente”, pois alguém poderá fazer conforme você sugere.

 

  • Você precisa pensar, muito antes de falar, para não se arrepender depois. Afinal, não existe tal coisa como “off the record.” Nas palavras de François de Callières, diplomata e secretário de Luís XIV, “Acima de tudo, o bom negociador deve ter suficiente autocontrole para resistir ao desejo de falar antes de haver pensado no que vai dizer”.

 

Uma palavra pronunciada em ambiente errado, hora errada e para a pessoa errada, poderá custar o curso de sua vida e também de sua carreira profissional. Portanto, faça tudo que estiver ao seu alcance - pela magnificência de seus gestos, pela brandura e generosidade de suas palavras e pelo exemplo modelar de mentor que deixa a todos ao seu redor.

Meu caro leitor, o sucesso profissional conquistado à força ou por meio de intimidação ergue-se sobre base tremendamente frágil. O êxito gerencial, por outro lado, logrado por meios que confiram benefícios recíprocos a ambas as partes, superior e subordinado, deve ser considerado não somente fundamentado com firmeza, mas também a promessa certa de outros aspectos por vir. Portanto, o melhor mesmo é: CUIDADO COM O QUE VOCÊ DIZ!

 

 

Abraços fraternais

 

Por Guilherme Gotardi
Gestor de RH e Contador
Sócio Consultor da DS & G Consultoria Empresarial Ltda

criado por scombati    7:53 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

26/12/08

A culpa de Deus

Em algumas empresas menos profissionais percebemos algo que eu gosto de chamar de “A culpa Deus”. Vemos este efeito geralmente em empresas familiares, em micro ou pequenas empresas, e geralmente vem acompanhado de um proprietário evangélico, católico praticamente ou de alguma outra religião. Este efeito é algo que percebemos assim que conversamos com o proprietário:

- Como vai o seu negócio?!
- Está mal, mas se Deus quiser vai melhorar!

Ou:

- Como vai a empresa?!
- Está muito mal das pernas, mas se for da vontade de Deus, nós fechamos.

Até quando devemos “culpar” Deus pelo nosso fracasso ?! Alguns “administradores” são bem claros ao dizer que fechou as portas por causa da vontade de Deus, sendo que o mesmo “administrador” era um fiasco como gestor. Decisões equivocadas, falta de estudo sobre o mercado, falta de estudo sobre aceitação dos produtos, falta de planejamento financeiro, falta de um know-how devido, enfim, falta de inúmeros fatores que não tem nada a ver com Deus em si.

Como protestante, acredito que Deus pode nos ajudar, ajudando a expandir a mente, ajudando a nos dar força para resolver os problemas, ajudando a dar calma em momentos de desespero, entre outras N ajudas. Agora a saúde financeira da empresa é de responsabilidade do seu gestor e das suas decisões. Se vai mal, a culpa não é de Deus, e sim do gestor da empresa!

“A culpa de Deus” é amplamente difundida no meio empresarial e deve ser extinta assim que possível. Deus não faz empréstimos bancários, não cuida do fluxo de caixa, não faz planejamento equivocado, não faz vendas e nem atende os clientes, sendo assim, não devemos atribuir a Ele a falência de qualquer empresa, pois isto é somente repassar a culpa, mostrar que o gestor fez o possível, mas por causa de Deus o negócio não deu certo ou não prosperou. Um erro absurdo! Deus não é sinônimo de incompetência do gestor ou de más decisões!

Não devemos terceirizar nossa culpa para entidades divinas, devemos assumi-la e ter a dignidade de dizer que errou. Não se deve misturar as coisas. Deus pode ser onipotente, onipresente e onisciente, porém não administra empresas privadas ou públicas, não contrata, não demite, não faz vendas e não deixa de cumprir metas ou cotas.

Uma oração, prece ou reza antes de abrir o empreendimento ou ao fechá-lo, em forma de agradecimento é válido e digo que é até saudável, só não podemos misturar as coisas.

Por Daniel P. Scombati
Administrador de Empresas e Analista de Sistemas
Sócio Consultor da DS&G Consultoria Empresarial Ltda.

criado por scombati    9:17 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , , ,

27/11/08

Desenvolvimento Sustentável

Um assunto amplamente debatido atualmente é o Desenvolvimento Sustentável. Esse assunto ganhou força depois os documentários “Uma verdade inconveniente” de Davis Guggenheim(Engana-se quem pensa que é de Al Gore) e o chamado “A Última Hora”, de Leonardo DiCaprio.

Atualmente em diversas empresas sérias se aborda muito este assunto, com políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável mas o que a grosso modo seria isso ?!

Desenvolvimento Sustentável é prover o melhor para as empresas e para o meio ambiente. Para uma empresa ou instituição ser sustentável ou ter sua política de responsabilidade social elaborada, tem que possuir quatro requisitos básicos, que são:

- Ecologicamente correto;
- Economicamente viável;
- Socialmente justo; 
- Culturalmente aceito. 

O Desenvolvimento Sustentável vai além de produzir alimentos orgânicos, sua área de atuação é mais ampla e muito mais lucrativa do que se imagina.

Segundo dados do IBGE de 1997 a 2002 o investimento da indústria em controle ambiental saltou 86,4%, para R$ 4,1 bilhões. Só a Vale do Rio Doce investiu em 2006 cerca de R$ 317 milhões para área ambiental.

O Brasil hoje é considerado um foco para investimentos ambientais, visto que a preservação da Mata Atlântica e da Amazônia reflete fora do país, principalmente por empresas do setor de papel e de medicamentos que são cobradas pelas matérias primas. Empresas que compram aço, ferro e madeira(só para citar alguns exemplos) cobram seus fornecedores para saber se não há prejuízo ambiental na extração dos mesmos, se o meio ambiente em que atua o fornecedor é preservado. O setor petroquímico é extremamente cobrado também sobre o impacto ambiental que podem causar e quais as políticas sócio-ambientais que eles possuem.

Abaixo existe algumas empresas com link direto em seus projetos de desenvolvimento sustentável:

- Bosh
- Votorantim
- Independência
- Fiat

Se desenvolver sem poluir, ser lucrativo sem abusar dos recursos naturais atualmente é indispensável e em um futuro próximo deixará de ser um diferencial para ser algo obrigatório.

Hoje para fazer bons negócios, passar uma imagem boa para o mercado consumidor, deve-se ter uma política séria de responsabilidade ambiental. Além do mais, está em alta e é um ramo altamente lucrativo para se investir.

Até mais e abraços

Por Daniel P. Scombati
Administrador de Empresas e Analista de Sistemas
Sócio Consultor da DS&G Consultoria Empresarial Ltda.

criado por scombati    15:23 — Arquivado em: Administração — Tags:, , ,
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