DS & G Consultoria

Blog da DS & G Consultoria Empresarial é voltado ao auxílio empresarial e administrativo para pequenas e médias empresas! Os artigos deste blog são interesse geral para que todos tenham acesso a informação livre.

3/2/09

Crise e desemprego

Sadia demitiu 350 funcionários;

MRS Logística anuncia demissão de até 200 funcionários;

Perdigão demite 233 funcionários;

Autopeças Marelli confirma demissão de 800 funcionários;

3M demite 1,8 mil funcionários;

Volkswagen demite 350 pessoas no programa de demissão voluntária;

GM anuncia demissão de 744 funcionários no interior de SP;

Vale já demitiu 1,3 mil funcionários;

Volvo dispensou 430 funcionários;

Embraer demite cerca de 500 funcionários;

Frigorífico Margen demite 3.500 funcionários;

Frigoestrela S/A demite cerca de 700 funcionários;

Grupo Arantes demite 150 funcionários;

Fabricantes de ferro-gusa devem demitir 10% dos empregados;

Por baixo 11.257 desempregados a mais no mercado. Isso só levando em conta essas poucas empresas divulgadas aqui. Uma previsão simples de que cada desempregado sustente uma família com mais 3 pessoas, 33.771 pessoas afetadas pela crise. Se cada um dos 11.257 tivesse uma renda média de 800 reais, 9 milhões a menos na economica mensalmente.

É a crise afetando a economia mais ainda…

Até mais e sucesso

Daniel Scombati

criado por scombati    8:42 — Arquivado em: Administração — Tags:, ,

29/1/09

Você está despedido

Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.

Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução:”Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar”. É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua “responsabilidade social”.

Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:

- Levante-se e saia da sala.

- Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.

- Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.

Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:

- Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.

Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.Se você decidiu reduzir seus gastos familiares “só para se garantir”, também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.

O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.

Stephen Kanitz, em texto publicado na Veja em 14 de novembro de 2001.

Extraído de Pavablog

criado por scombati    14:03 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

Mais números do mercado da moda

 

Vou aproveitar o tempo chuvoso e continuar falando sobre o mercado da moda. Vou citar as principais marcas mundiais e seus números, de faturamento, loja, valor da marca, enfim, diversos dados que vou puxar de um ótimo blog, o Mundo das Marcas. Vamos lá!

Chanel:

Origem: França
Fundação: 1910
Fundador: Coco Chanel
Sede mundial: Paris
Proprietário da marca: Alain e Gerard Wertheimer
Capital aberto: Não
Chairman: Alain Wertheimer
CEO: Maureen Chiquet
Preseidente: Francoise Montenay
Estilista: Karl Lagerfeld
Faturamento: US$ 2.5 bilhões (estimado)
Lucro: Não divulgado
Valor da marca: US$ 6.35 bilhões (2008)
Lojas: 100
Presença global: 100 países
Presença no Brasil: Sim (1 loja)
Segmento: Roupas e acessórios
Principais produtos: Roupas, perfumes, maquiagem, óculos, bolsas, sapatos
Ícones: Coco Chanel e o perfume nº 5
Slogan: Share the Fantasy.
Website: www.chanel.com

Giorgio Armani:

Origem: Itália
Fundação: 1975
Fundador: Giorgio Armani e Sergio Galeotti
Sede mundial: Milão, Itália
Proprietário da marca: Giorgio Armani S.p.A.
Capital aberto: Não
Presidente & CEO: Giorgio Armani
CEO: Bridget Ryan Berman (Estados Unidos)
Estilista: Giorgio Armani
Faturamento: US$ 3.5 bilhões (estimado)
Lucro: US$ 600 milhões (estimado)
Valor da marca: US$ 3.52 bilhões (2008)
Lojas: 384
Fábricas: 13
Presença global: + 100 países
Presença no Brasil: Sim (6 lojas)
Funcionários: 4.900
Segmento: Roupas e acessórios
Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios, perfumes
Ícones: O próprio estilista Giorgio Armani
Website: www.giorgioarmani.com

Wolford

Origem: Áustria
Fundação: 1949
Fundador: Walter Palmers e Reinhold Wolf
Sede mundial: Bregenz, Áustria
Proprietário da marca: Wolford AG
Capital aberto: Sim
Chairman: Theresa Jordis
CEO: Holger Dahmen
Diretor criativo: Antonio Berardi
Faturamento: €141.7 milhões (2007)
Lucro: €7.7 milhões (2007)
Valor de mercado: €64.5 milhões (2008)
Lojas: + 230
Presença global: + 65 países
Presença no Brasil: Sim (4 lojas)
Maiores mercados: Alemanha, Estados Unidos, Áustria e França
Funcionários: 1.759
Segmento: Roupas íntimas
Principais produtos: Meia-calças, lingeries, bodies, corpetes, moda praia
Ícones: As meias-calças
Website: www.wolford.com

Lacoste

Os dados
Origem: França
Fundação: 1933
Fundador: René Lacoste
Sede mundial: Paris
Proprietário da marca: Lacoste Family (65%)
Capital aberto: Não
Chairman: Michel Lacoste
Faturamento: € 1.5 bilhões (estimado)
Lojas: 996
Presença global: + 110 países
Presença no Brasil: Sim (51 lojas)
Segmento: Roupas e acessórios
Principais produtos: Roupas e acessórios esportivos
Ícones: Crocodilo de seu logotipo e suas camisas pólos
Slogan: Un peu d’air sur terre.
Website: www.lacoste.com

Louis Vuitton

Origem: França
Fundação: 1854
Fundador: Louis Vuitton
Sede mundial: Paris
Proprietário da marca: LVHM Group
Capital aberto: Não
Chairman & CEO: Bernard Arnault (LVHM)
Presidente: Yves Carcelle
Estilista: Marc Jacobs
Faturamento: US$ 9 bilhões (estimado)

Lucro: Não divulgado
Valor da marca: US$ 21.60 bilhões (2008)
Lojas: 414
Fábricas: 14
Presença global: + 65 países
Presença no Brasil: Sim (5 lojas)
Maiores mercados: Estados Unidos, Japão, China e França
Funcionários: 14.000
Segmento: Roupas e acessórios
Principais produtos: Bolsas, sapatos, canetas, jóias, relógios, roupas e acessórios
Ícones: Os monogramas e a tradicional bolsa Keepall Bag
Website: www.loiusvuitton.com
-
Prada

Origem: Itália
Fundação: 1913
Fundador: Mario Prada
Sede mundial: Milão
Proprietário da marca: Prada Holding N.V.
Capital aberto: Sim
CEO: Patrizio Bertelli
CFO: Donatello Galli
Estilista: Miuccia Prada
Faturamento: US$ 3 bilhões (estimado)
Valor da marca: 3.58 bilhões (2008)
Lojas: 310
Presença global: 65 países
Presença no Brasil: Sim
Maiores mercados: Itália e Estados Unidos
Funcionários: 7.500
Segmento: Roupas e acessórios
Principais produtos: Bolsas, roupas luxuosas, sapatos, perfumes
Outros negócios: A marca MIU MIU e PRADA SPORT
Ícones: Miuccia Prada
Website: www.prada.com

Nike

Origem: Estados Unidos
Fundação: 1972
Fundador: Phill Knight e Bill Bowerman
Sede mundial: Beaverton, Oregon
Proprietário da marca: Nike Inc.
Capital aberto: Sim (1980)
Chairman: Phill Knight
Presidente & CEO: Mark Parker
Faturamento: US$ 18.62 bilhões (2008)
Lucro: US$ 1.88 bilhões (2008)
Valor de mercado: US$ 17.7 bilhões (janeiro/2009)
Valor da marca: US$ 12.67 bilhões (2008)
Lojas: 486 (Niketown, Nike Women e Nike Factory Outlets)
Fábricas: + 700 (empregando indiretamente 650 mil pessoas)
Presença global: 200 países
Presença no Brasil: Sim
Maiores mercados: Estados Unidos e Japão
Funcionários: 30.200
Segmento: Vestuário esportivo
Principais produtos: Calçados esportivos, relógios, óculos, roupas e acessórios
Outros negócios: Converse All-Star, Umbro, Bauer, Hurley e Cole Haan
Ícones: Swoosh, Michael Jordan, Nike Air, Phill Knight, o slogan “Just Do It”
Slogan: Just do it.
Website: www.nike.com
-

Adidas

Origem: Alemanha
Fundação: 18 de agosto de 1949
Fundador: Adolph Dassler
Sede mundial: Herzogenaurach
Proprietário da marca: Adidas AG
Capital aberto: Sim (1995)
Chairman & CEO: Herbert Hainer
Presidente: Erich Stamminger
Faturamento: US$ 16.16 bilhões (2007)
Lucro: US$ 865 milhões (2007)
Valor de mercado: US$ 11 bilhões (2008)
Valor da marca: US$ 5.07 bilhões (2008)
Presença global: + 160 países
Presença no Brasil: Sim
Funcionários: 31.400
Segmento: Vestuário esportivo
Principais produtos: Calçados e roupas esportivas, acessórios e equipamentos esportivos
Outras marcas: Reebok e TaylorMade
Ícones: O logotipo Trefoil e as três listras
Slogan: Impossible is nothing.
Website: www.adidas.com


Por hoje é só!

Até lá e sucesso!! 


Daniel Scombati
Sócio Consultor DS&G Consultoria Empresarial.

 

 

criado por scombati    13:56 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , ,

O mercado da moda

Pouca gente percebe ou tem a sensibilidade para observar o mercado da moda como um grande empregador e gerador de renda. A grande maioria o vê como o mercado da futilidade ou de quem não quer pegar forte no batente.

Mas mesmo essas pessoas, se observarem com calma, perceberão que é um dos mercados mais estáveis economicamente falando e um dos mais promissores para se investir.

Já vimos em post’s anteriores empresas do ramo da construção civil, empresas alimentícias, do ramo de varejo e ainda não foi postado aqui, mas muitos sabem do estado financeiro das grandes: Ford, GM e Chrysler.

Mas e as gigantes do mundo fashion?! Até agora só a Bill Blass fechou as portas e a crise auxiliou, porém não foi o fator determinante e a Chanel anunicou que demitirá 200 funcionários, que beira 10% dos funcionários. Considerável? Nem tanto quanto os da indústria automobilística.

O mercado da moda parece superar as expectativas e se manter firme diante da crise, monstrando uma estabilidade invejável.

Vamos fazer um comparativo dos números de 2005 e de 2007:

2005 -

- Emprega 1,5 milhões de pessoas em indústrias metalúrgicas, químicas e de calçados;
- 8° maior produtor mundial de tecidos;
- Em 2005 o Brasil exportou US$ 2.2 bilhões, enquanto que o comércio mundial (importações e exportações) foi de US$ 450 bilhões.

2007 -

- Trabalhadores: 1,65 milhão de empregados, dos quais 75% são
mão-de-obra feminina;
- 6º maior produtor têxtil do mundo;
- Exportou aproximadamente US$ 2,4 bilhões.

O que podemos perceber neste comparativo, com dados da ABIT, que é um instituto série de pesquisas economicas no setor têxtil, vemos que há uma crescente no mercado, com aumento de mais de 150 mil empregos, saltando 2 posições como produtor e aumentando mais de 200 mil dolares em exportações. Isso porque o mercado da moda brasileira é considerado amador e primitivo e só agora está começando a se profissionalizar agora com cursos técnicos, superiores, cursos de pós-graduações e MBA’s na área de moda, estilismo e gestão da moda. Com isso, tende-se a entrar em uma crescente maior ainda, aumentando emprego, gerando renda e auxiliando no crescimento economico do Brasil, pois a profissionalização sempre traz benefícios.

Abaixo mais alguns números da moda no Brasil para que você, caro leitor, perceba o quão grande e importante é este mercado:

Dados Gerais do Setor (2007) - ABIT

- Faturamento estimado da Cadeia Têxtil e de Confecção: US$ 34,6 bilhões (crescimento de 4,85% em relação a 2006, quando registrou US$ 33 bilhões);
- Exportações: US$ 2,4 bilhões;
- Importações: US$ 3,0 bilhões, principalmente chinesas;
- Trabalhadores: 1,65 milhão de empregados, dos quais 75% são
mão-de-obra feminina;
- 2º. maior empregador da indústria de transformação;
- 2º. Maior gerador do primeiro emprego;
- Número de empresas: 30 mil;
- Sexto maior produtor têxtil do mundo;
- Segundo maior produtor de denim do mundo;
- Representa 17,5% do PIB da Indústria de Transformação e cerca de
3,5% do PIB (total brasileiro).

Só por ser o segundo maior empregador brasileiro já demonstra a importância do setor. E pelo crescimento do mercado, será um ótimo segmento para se investir. Vamos ficar mais atentos neste setor da economia brasileira e mais para frente falamos mais a respeito!

Até mais e sucesso!

Daniel Scombati
Sócio Consultor DS&G Consultoria Empresarial

criado por scombati    13:14 — Arquivado em: Administração — Tags:, , , , , ,

16/1/09

Um pouco mais de Recuperações Judiciais

Com a crise mundial, o mercado está cada vez pior para os grandes, mas “não tão grandes”. O exemplo disso são os diversos pedidos de recuperação judicial, antiga concordata, que estão surgindo desde o fim do ano passado. Vou citar alguns exemplos:

- Dudony - Grande empresa do ramo varejista, entrou em recuperação judicial alegando que o número de inadimplentes, que chegou a 12%, ficando acima da média do mercado e acumulando dívidas na casa de R$ 104 milhões.

- Cerâmica Chiaerelli - Grande empresa do ramo de construção civil, acionou a recuperação judicial devido a crise mundial, o que desacelerou bruscamente o setor. Acumulava um patrimônio líquido negativo de R$ 85,68 milhões.

Será problemas devido a crise ou má gestão? Falta de atenção na economica internacional? Super valorização das exportações e descaso com o mercado interno?! Bom, os motivos podem ser os mais variados, porém torcemos para que voltem a operar e mantenham os empregos dos funcionários!

Até logo e sucesso!

Daniel Scombati
Sócio consultor da DSG Consultoria Empresarial

criado por scombati    15:37 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

Top 3 Negativo - Recuperações Judiciais

Em um post anterior, eu falei sobre o Top 5 dos frigorificos brasileiros. Se quiser dar uma conferida, só acessar: Top 5

Frigoestrela S/A
Segundo notícias, o Frigoestrela S/A tem uma dívida em torno de R$ 303 milhões, e dizem ser pela crise economica. O fato é que em maio, o Frigoestrela arrendou um frigorífico em Fernandopolis, interior de São Paulo, com uma dívida trabalhista e teve de arcar com a dívida e com os salários dos funcionários até se resolver legalmente. Além do mais, em informações extra-oficiais, dão conta de que o Frigoestrela havia tentado arrendar 8 frigoríficos, visando uma expansão em um curto espaço de tempo, o que não deu certo.

O Margen ficou sem abater devido a falta de capital de giro em um mercado com escassez de boi gordo e restrição de crédito. O frigorífico também tinha acabado de não consolidar joint venture com o Quatro Marcos, o que prejudicou ainda mais as atividades. As dívidas são em torno de R$ 300 milhões.


Arantes Alimentos S/A

Já o grupo Arantes persistiu no erro dos concorrentes. Segundo informações, só entre o fim de 2007 e em 2008, a Arantes Alimentos deixou de atuar apenas no setor de bovinos e investiu cerca de R$ 400 milhões na compra do Frigo Eder, tradicional indústria de embutidos paulistana, da marca Hans e da unidade da empresa em Jundiaí, além da Frango Sertanejo. Também arrendou por dez anos a fábrica de beef jerky da IFC - International Food Company - em Itupeva (SP). Com isso acabou acumulando uma dívida de R$ 1,5 bilhão refentes a débitos com fornecedores, títulos externos, bancos e trabalhistas de dez empresas do grupo Arantes, incluindo a Arantes Alimentos.

Que lição podemos tirar disto?!
A grosso modo, vemos algumas particularidades: Falta de liquidez, problemas com exportação, negócios externos e principalmente a busca de crescimento rápido e sem um planejamento mais apurado. Não que não houve planejamento, houve, porém não aconteceu uma atenção necessária fatores simples, como a crise americana que se começou desde 2007, talvez já se via resquícios desde 2006, mas com a falência do Lehman Brothers ano passado, era mais do que necessário suspender todos os investimentos e rever toda a política da empresa e rever todo o planejamento. Até porque o Lehman Brothers foi o terceiro que abria falência, o que já demonstrava que o pior estava por vir.

Porém, a internet não dispõe de informações confiáveis para tecer qualquer comentário fidedigno a respeito de onde realmente erraram e os pontos fatais para chegarem em tais situação. Mas a grosso modo vislumbramos com isto.

Por enquanto é só!

Até logo e sucesso

Daniel Scombati
Administrador de Empresas e pós-graduando em Gestão do Agronegócio pela UNESP
Sócio consultor da DS&G Consultoria Ltda.

criado por scombati    15:31 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , , , , ,

15/1/09

Carreira Executiva: Escolha suas palavras com cuidados.

“Nos lábios do prudente, se acha sabedoria….

Mas a boca do estúpido é uma ruína iminente.”

 Provérbios de Salomão

 

Nos últimos anos, muito se tem falado e escrito sobre a pressão e o exacerbado nível de estresse a que estão submetidos os profissionais no ambiente interno das organizações.

 

Essa realidade macabra e geradora de prejuízos anunciados, inclusive da imolação de vidas humanas, foi descrita por um presidente de empresa nos seguintes termos: “Presidente tem a morte anunciada. Sabe que vai morrer, que o preço é alto e a pressão intensa. Em alguns casos, mesmo antes de começar, já sabe quando e como morrerá, resta só definir quanto receberá por isso”. (Revista HSM Management, número 66, Ano 12, volume 6, janeiro e fevereiro de 2008, pág. 27).

As causas geradoras dessa realidade são conhecidas de todos: pressão por resultados a curtíssimo espaço de tempo – “a tirania do trimestre”; intensidade e elevado nível de competição, interna e externa; necessidade premente por redução nos custos de produção e de serviços; medo da perda do emprego e das incertezas que geralmente acompanham os demitidos e seus familiares; ausência de estímulos e de novos desafios aos colaboradores que criam um estado de apatia, complacência e indiferença em relação aos negócios e ao avanço da própria carreira – falta de perspectiva futura e sentimento de um vazio existencial; e o florescimento do “Executivo Safado”, na descrição de Leonard R. Sayles e Cynthia J. Smith em “The Rise of the Rogue Executive – How good companies go bad and how to stop the destruction”.

Todas essas causas são reais, visíveis e inquestionáveis. É sabido que milhares de profissionais as vivenciam diariamente em seus postos de trabalho, até mesmo naquelas empresas consideradas “As melhores empresas para se trabalhar”.

Entretanto, existe outra causa na qual a gravidade e o impacto sobre os profissionais são muito mais odientos e devastadores – a utilização da linguagem de esgoto e de assédio moral. Elas minam a autoconfiança dos indivíduos, destroem o amor próprio das equipes, esgarçam a moral interna das organizações, apodrecem e corrompem os bons costumes internos, azedam as relações humanas, empobrecem os exemplos de dignidade dos superiores e fortalecem o uso da linguagem de prostíbulos de terceira categoria na condução dos negócios e na gestão das pessoas.

Vejamos dois exemplos, ambos colhidos, de empresas de prestígio nacional e internacional:

                                                                                                       

Primeiro – Executivo reúne subordinados de suas filiais para áudio-conferência. Durante longa exposição, ele se utiliza de um linguajar chulo e desmoralizante, a fim de criticar seus subordinados. A certa altura de sua apresentação, ele brada uma de suas “pérolas” de cabaré:  “P… que tem medo de p… grande não fica na avenida”.

 

Segundo – Leander Kahney em seu livro, “Inside Steve’s Brain” (2008), relata a experiência vivida por um profissional senior de RH da Sun ao participar de processo seletivo na Apple (EUA) – mais de dez semanas de entrevistas com os executivos seniors da Apple antes de se reunir com Steve Jobs, o gênio da computação.

 

Segundo a própria executiva, Steve Jobs a colocou sob crítica imediatamente: “Ele me disse que meu CV não era adequado à posição. A Sun é um bom lugar, disse ele, mas a Sun não é a Apple. Disse que teria me eliminado de cara como candidata”.

A seguir, perguntou-lhe se tinha alguma pergunta e ela o inquiriu sobre a estratégia da empresa. Job desprezou a pergunta: “Só revelamos nossa estratégia quando necessário”. A executiva, perplexa com sua atitude, indagou: “Por que sua empresa deseja contratar uma profissional de RH”? Ao que Steve Jobs respondeu: “Grande erro. Jamais conheci um de vocês que não fosse um cretino. Jamais conheci uma pessoa de RH que tivesse algo além da mentalidade medíocre”. Então atendeu a uma ligação telefônica e a mulher saiu arrasada.

 

 

Meu caro leitor, não importa as circunstâncias, executivos em poder de mando ou que aspiram avançar a postos mais elevados nas corporações, necessitam cuidar com meticulosa atenção sobre o tipo de linguajar de que se valem em seu dia-a-dia de trabalho. Eles precisam se tornar mais cônscios e sensíveis às palavras que dizem.

Afinal, nada justifica o uso da linguagem de esgoto e o assédio moral. Esses contribuem apenas para a proliferação de profissionais “paranóicos” e “mentalmente doentes”, travestidos de executivos bem-sucedidos nas organizações. É mister reeducá-los, curá-los por meio de “executive coaching” ou afastá-los para o bem das empresas a que servem. Reconheço que esse tipo de executivo é o mais difícil de ser afastado das organizações, como apropriadamente observou Jack Welch, ex-Chief Executive Officer da General Electric. Esse tipo de executivo, mesmo que não seja a expressão mais legítima dos valores de uma organização – como integridade, liderança autêntica, comunicação eficaz e irrepreensível, talento social, entre outros – dá “resultados”.

O que não se discute é a que custo humano esses resultados foram obtidos. Em época de escassez de talento humano não seria esse o momento das empresas prestarem mais atenção ao comportamento desses profissionais desajustados, a fim de preservarem seus valores e a saúde da ampla maioria de seus colaboradores? 

Sabemos por estudo, pesquisa e experiência que a tarefa mais importante de um executivo é a de não desmoralizar ou desperdiçar o talento humano, qualquer que seja a sua forma, sob o risco de destruir toda uma organização.

Aqui, deveríamos atentar para a sabedoria milenar judáica, expressa em inúmeros de seus aforismos: “Afasta de ti a perversidade dos lábios”; “A boca do néscio é uma ruína iminente”; “O que guarda a boca conserva a sua alma”; “A língua do sábio adorna o conhecimento”; “A língua serena é árvore de vida”; “A língua dos sábios derrama conhecimento”, entre dezenas de outros.

O comportamento de Paul Anderson, Chairman da Spectra Energy, serve de inspiração àqueles que ambicionam carreira profissional de sucesso e que se esmeram em cuidar de cada palavra que pronunciam. Portanto, reflitamos sobre seus aprendizados:

 

  • Eu aprendi ao longo de minha carreira que tinha de cuidar de cada palavra que pronunciava, à medida que avançava a posições mais elevadas na hierarquia corporativa, porque as minhas palavras tinham mais peso do que eu verdadeiramente pensava.

 

  • Eu aprendi ao longo de minhas experiências que tinha de olhar cuidadosamente para o tipo de humor e hipérboles que usava, porque o que muitas vezes considerava ser um comentário profundo podia ser assumido literalmente pelos subordinados. Portanto, evite a todo custo, hipérboles do tipo: “Nós vamos liquidá-los totalmente”, pois alguém poderá fazer conforme você sugere.

 

  • Você precisa pensar, muito antes de falar, para não se arrepender depois. Afinal, não existe tal coisa como “off the record.” Nas palavras de François de Callières, diplomata e secretário de Luís XIV, “Acima de tudo, o bom negociador deve ter suficiente autocontrole para resistir ao desejo de falar antes de haver pensado no que vai dizer”.

 

Uma palavra pronunciada em ambiente errado, hora errada e para a pessoa errada, poderá custar o curso de sua vida e também de sua carreira profissional. Portanto, faça tudo que estiver ao seu alcance - pela magnificência de seus gestos, pela brandura e generosidade de suas palavras e pelo exemplo modelar de mentor que deixa a todos ao seu redor.

Meu caro leitor, o sucesso profissional conquistado à força ou por meio de intimidação ergue-se sobre base tremendamente frágil. O êxito gerencial, por outro lado, logrado por meios que confiram benefícios recíprocos a ambas as partes, superior e subordinado, deve ser considerado não somente fundamentado com firmeza, mas também a promessa certa de outros aspectos por vir. Portanto, o melhor mesmo é: CUIDADO COM O QUE VOCÊ DIZ!

 

 

Abraços fraternais

 

Por Guilherme Gotardi
Gestor de RH e Contador
Sócio Consultor da DS & G Consultoria Empresarial Ltda

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2/1/09

Importância de se construir uma imagem

Quando estudamos marketing percebemos que um dos maiores valores que uma empresa pode ter é a sua marca. Exemplos como Mc Donald’s, Coca-Cola, entre outras empresas mostram que uma marca vale mais do que a empresa propriamente dita. Agora uma marca que é extremamente rentável no mundo esportivo é a do meio campo inglês David Beckham. Nem a crise afeta a imagem do jogador, que é um fenômeno de vendas na Ásia e Europa.

Na sua transferência para o Milan, o clube, segundo especialista Simon Chadwick(especialista em marketing e fundador do Centro de Negócios Internacionais e Esportivo da Universidade de Coventry), deve faturar imediatamente cerca de 15 milhões de euros, ou cerca de 43 milhões de reais.

Isso mostra que nem a crise e nem o pouco futebol jogado ultimamente afeta a imagem da jóia mais cara e lucrativa da coroa da rainha.


Até mais e sucesso

 

Por Daniel P. Scombati
Administrador de Empresas e Analista de Sistemas
Sócio Consultor da DS&G Consultoria Empresarial Ltda.

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DSG Consultoria - Mais serviços disponíveis em 2009

No ano de 2009 a DSG Consultoria inova e traz mais serviços aos nossos clientes. Já temos os conhecidos serviços, que são:- Consultoria Empresarial - Foco Finanças;

- Consultoria Empresarial - Foco Marketing;

- Consultoria Empresarial - Planejamento estratégico e plano de ações;

- Consultoria Pessoal - O que montar, como montar e como manter;

- Consultoria Pessoal - Coaching.

Agora em 2009, com base em novos estudos e em novas experiências estamos criando novas frentes de trabalho que são:

- Consultoria Empresarial - Projeto de responsabilidade social;
Com este projeto, analisamos junto com a empresa e criamos um projeto de responsabilidade social, para que a empresa se torne socialmente responsável, agregando valor a marca e promovendo saúde, empregabilidade e cuidado com a sociedade na qual está inserida.

- Consultoria Empresarial - Ações de marketing de guerrilha e publicidade;
Promover ações de marketing de guerrilha, utilizando de situações do momento para passar a imagem que a empresa quer para os consumidores, programas e divulgação de produtos de forma agressiva sempre visando melhorar e agregar mais valor a marca da empresa e alavancar as vendas.

E o mais novo produto é o Help Bussiness. O Help Bussiness é um programa em que empresas em vias de falência ou com uma lucratividade extremamente baixa precisam que a empresa dê lucro imediato ou em um curto período de tempo, para que assim, a empresa continue existindo. É um programa extremamente arriscado e só vendemos a empresas que há chances reais de salvação e que nos dê a liberdade e confiança para atuarmos livremente. Nosso pagamento é recebido através do lucro que obteremos, ou seja, a empresa só fará a retirada do dinheiro assim que sair do vermelho. Algo formidável.

Contato através dos e-mail:

scombati@limao.com.br
daniel_scombati@hotmail.com
gotardi_guilherme@hotmail.com

Através do contato por e-mail, enviamos nossos telefones para um contato mais pessoal.

Até mais e sucesso!!

criado por scombati    15:13 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , , ,

Feliz 2009

Nós, da DSG CONSULTORIA queremos desejar a todos nossos clientes e leitores, um feliz 2009. Que tenhamos paz, amor, felicidade e harmonia em abundância! E como não poderia deixar de dizer, que tenhamos muito lucro e crescimento empresarial e também pessoal!

Feliz 2009!

criado por scombati    14:46 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,
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